Impermanência

Eu sou budista…. quer dizer… sou mas não sou. Na verdade, gostaria de ser MAIS budista. Frequentar centros, saber fazer as praticas, ter mais atuitudes budistas. Há muito tempo me interesso e estudo o assunto… sempre encontro material interessante e posso dizer que tenho uma “alma budista”. Naturalmente levo minha vida de uma forma que poderia dizer que sou um Budista por natureza.

Hoje achei esse texto sobre impermanência no site do Centro de Budismo Tibetano Vajrayana. É muito bom saber que a vida muda, está sempre em movimento… essa é a maior das lições que tenho aprendido desde que comecei a me aprofundar no assunto. É uma entrevista com o Lama Tsering. A entrevista é toda muito esclarecedora, mas destaco especificamente esse trecho:

O que é a impermanência?

Lama Tsering – Encare sua vida como se fosse um banco no parque, em uma tarde de clima ameno. Você vai até lá passar algumas horas, sentado, aproveitando tudo ao máximo: a brisa fresca, os pássaros cantando, as borboletas, o sol batendo no rosto. Tudo aquilo dura pouco tempo e vai chegar ao fim. Por isso, você deve aproveitar o momento e criar boas condições.

Você não deve se apegar ao banco.

Não tente colocar uma etiqueta nele com o seu nome, querendo mantê-lo para você! Isso vai impedi-lo de sentir o prazer e a liberdade de estar lá, simplesmente sentado. E se alguém se sentar com você, seja gentil, tratando-a com amor e compaixão. Não brigue com esta pessoa.

Seu tempo é muito curto. Vocês estão ali apenas de passagem.

Ao lembrarmos de que tudo na vida é impermanente e chega ao fim, podemos ser generosos com ela, sabendo que provavelmente ela nunca pensa no fato de que terá que deixar o banco em breve, assim como você. Todos nós queremos manter as coisas e não conseguimos. Temos que ter compaixão por elas, e por nós mesmos. Compreender a impermanência nos faz ricos: temos tudo neste momento e podemos ser generosos, abertos, decididos a fazer o que pudermos para beneficiar a todos com o nosso amor, sem medo de perder.

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10 comentários

  1. Lindo! Simples e lindo. Eu também gostaria de ser mais budista, de ser mais paciente, de morar ao lado de um templo… Também gosto das mesmas músicas da Des’ree que você gosta, principalmente “Life”. Os semelhantes se atraem? Será que esse é um ensinamento budista? Tá vendo, devia ser mais…
    😉

  2. Também tenho muita afinidade com os princípios budistas.
    Lindo o trecho da entrevista. Obrigada por nos presentear com este texto. Para mim, veio a calhar, já que está fazendo um ano que meu irmão foi para outro plano e isto tem estreita relação com as colocações feitas pelo lama.
    Bjs., Marta.

  3. Ô Paulitcho! Amei o texto! Lindo! Lindo! Fez-me lembrar de nossos papos, lembra-se? By the way, adoro seu blog e seus textos! Vc tem talento! Beijo grande e saudade!

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