Yoga

Uma das grandes descobertas na minha luta contra o peixeboi, sem dúvida alguma, foi a Ioga (yoga, iôga ou como cvocê lá quiser chamar)… Quarta-feira é o dia que mais curto ir a academia justamente porque é o dia que eu tenho a aula de Ioga. Eu subo, desço, estico, repuxo e saio da aula feliz da vida… me sentindo expandido, alongado e revigoardo. Ontem retomei a leitura do livro “Comer Rezar Amar”, que já havia comentado aqui, e logo no início do trecho referente a Rezar, encontrei essa definição de Ioga… achei perfeita! Quero dividir com vocês:

Yoga, em sânscrito, pode ser traduzido como união. A origem da palavra é o radical yuj, que significa algo como dedicar-se a uma tarefa com a disciplina de um boi. A tarefa do ioga é encontrar a união – entre mente e corpo, entre indivíduo e o seu Deus, entre nossos pensamentos e a origem de nossos pensamentos, entre professor e aluno, e até mesmo entre nós e nossos semelhantes às vezes tão pouco flexíveis.

Ioga pode também significar tentar encontrar Deus por meio de meditação, por meio do estudo erudito, por meio da prática do silêncio, por meio do serviço de devoção, ou por meio de um mantra – a repetição de palavras sagradas em sânscrito.

O caminho do ioga consiste em desatar os nós inerentes à condição humana, algo que definirei aqui, de forma extremamente simplificada, como a desoladora incapacidade de sustentar o contentamento. Ao longo dos séculos, diferentes escolas de pensamento encontraram várias explicações para o estado de aparente falha inerente ao ser humano. Os Taoístas chamam-no de desequilíbrio, o Budismo, de ignorânciam o Islamismo põe a culpa de nosso pesar na rebelião contra Deus e a tradição Judaico-Cristã atribui todo nosso sofrimento ao pecado original. Os freudianos afirmam que a infelicidade é o resultado inevitável de um embate entre nossas pulsões naturais e as necessidades da civilização. Os iogues, no entanto, dizem que o descontentamento humano é um simples caso de identidade equivocada. Nós somos infelizes porque achamos que somos meros indivíduos, sozinhos com nossos medos e falhas, com nosso ressentimento e nossa mortalidade. Acreditamos equivocadamente que nossos pequenos e limitados egos constituem toda nossa natureza. Não conseguimos reconhecer nossa natureza divina mais profunda. Não percebemos que, em algum lugar dentro de todos nós, existe um EU SUPREMO que está eternamente em paz. Esse EU SUPREMO é a nossa verdadeira identidade, universal e divina. Se você não perceber essa verdade, dizem os iogues, estará sempre desesperado, idéia expressa de forma inteligente na seguinte frase irritada do filósofo estóico grego Epítero: “Você leva Deus dentro de si, seu pobre desgraçado, e não sabe disso!”

Ioga é o esforço que uma pessoa faz para vivenciar pessoalmente a sua divindade, e em seguida para sustentar essa experiência para sempre. Ioga é o domínio de si e o esforço dedicado a desviar a atenção de reflexões intermináveis sobre o passado e preocupações infindáveis com o futuro para, em vez disso, conseguir buscar um lugar de eterna presença, de onde se possa olhar com tranqüilidade para si emso e paro o mundo ao redor. Somente dessa perspectiva de equilíbrio da mente é que a verdadeira natureza do mundo (e de você prórpio) lhe será revelada. Os verdadeiros iogues, de sua posição de equanimidade, vêem este mundo todo como a mesma manisfestação de energia criativa de Deus – homens, mulheres, crianças, nabos, piolhos, corais: tudo isso é Deus disfarçado. Mas os iogues acreditam que a vida humana, e somente com uma mente humana, é que a percepção de Deus pode ocorrer. Os nabos, os piolhos, os corais – eles nunca tem a oportunidade de descobrir quem realmente são. Nós temos essa oportunidade.

Nosso propósito nesta vida, portanto – escreveu Santo Agostinho, ele prórpio um pouco iogue – é recuperar a saúde do olho do coração através do qual podemos ver Deus.”

(“Comer Rezar Amar” de Elizabeth Gilbert/ editora Objetiva)

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