Mês: março 2008

Venenos da Mente

Tempos atrás encontrei essa entrevista que tem me ajudado muito.  Vira e mexe eu volto ao site para reler e tentar assimilar mais uma vez esses ensinamentos.  Até já publiquei um trecho aqui… mas agora resolvi colocar a parte principal porque tem muito do momento que estou vivendo. Graças a Deus que eu sou uma pessoa sensível e aberta para aprender tudo que me é ensinado.

Vya Estelar – O que são e quais são os venenos da mente?
Lama Tsering –
Os venenos da mente são divididos em três categorias principais. A primeira é o apego ou desejo, que inclui o ficar preso física ou mentalmente a pessoas, objetos e fenômenos. A segunda é a raiva, que significa rejeitar, não querer, afastar algo de você. O terceiro é a ignorância, que significa não ter uma noção clara da vida, não compreender a natureza verdadeira das coisas.
Estes venenos agem de maneira interdependente. O que ocorre é que, quando não temos uma visão real da vida, acabamos criando desejos e apegos. E quando não conseguimos o que queremos, criamos aversão e ficamos com raiva.
Os venenos da mente agem como toxinas, criando energias mentais negativas.
Estas energias são expressas em nossas ações, palavras e pensamentos, causando um
sofrimento cíclico, em cadeia, que se repete infinitamente.

Vya Estelar – Existem 84.000 venenos na mente?
Lama Tsering – Sim. Eles são uma combinação dos três venenos principais, sendo que podemos adicionar a eles o orgulho e a inveja. Estas combinações vão ficando cada vez mais sofisticadas e representam as diferentes formas errôneas com que nossa mente pode atuar.

Vya Estelar – A raiva seria o principal veneno da mente?
Lama Tsering –
A raiva é o veneno mais grosseiro e o que traz as conseqüências mais terríveis, cruas e diretas. O desejo é mais sutil e, em nossa sociedade atual, é até mesmo considerado uma coisa boa, apesar de trazer tanto sofrimento. Mas o veneno fundamental, realmente, é a ignorância, é o não reconhecimento da natureza verdadeira dos fenômenos. Não podemos dizer que a ignorância seja o pior veneno, mas ele é o primeiro, o que dá origem a todos os outros.

Vya Estelar – Como fazer para eliminar a raiva ou domá-la?
Lama Tsering –
Há várias formas para começar a lidar com nossos venenos mentais. A primeira coisa a ser feita é reeducar-nos, no sentido de identificar os venenos em nossa própria mente, suas conseqüências e o que podemos esperar deles. Parece óbvio dizer que temos que nos reeducar, mas não é. Por exemplo, achamos que é OK ficar com raiva quando alguém faz algo errado conosco, nos fere, é injusto. E não é OK. A raiva é um veneno mental e produz experiências dolorosas para quem a sente, não importando se o motivo que a tenha criado seja “aparentemente justificável”.
Você tem que ser educado para saber que não deve tomar veneno de rato, por exemplo. Se você entender isso, vai saber que, se tomar veneno de rato, ainda que o gosto seja doce, sofrerá um dano imenso.

Vya Estelar – Há um senso comum entre as pessoas de que devemos expressar nossa raiva, “pôr para fora”. O Budismo acredita nisso de alguma forma?
Lama Tsering – Não, o Budismo não acredita nisso, porque os venenos da mente agem como um bumerangue. Se você atirar sua raiva adiante, o que você vai receber de volta é mais raiva. Nós não compreendemos que nossas ações, palavras e pensamentos são como bumerangues, e não como uma bola, que jogamos em direção a alguém e lá ela fica. O bumerangue é atirado adiante e ele volta. Quando não entendemos essa regra básica, nos tornamos nossas próprias vítimas e, feridos e ignorantes, jogamos o bumerangue de volta, causando sofrimento atrás de sofrimento.
O Senhor Buda ensinou que é importante termos paciência, mesmo quando momentos difíceis acontecem, porque estes momentos são resultado de bumerangues lançados por nós mesmos, anteriormente. Se um bumerangue estiver voltando, aceite-o, tenha paciência, deixe que ele caia. Não atire mais três ou quatro de volta, porque eles também vão voltar.

Vya Estelar – É melhor “engolir” a raiva?
Lama Tsering – Melhor engolir do que cuspir de volta. Mas engolir também não ajuda. Por isso, precisamos nos reeducar. Temos que refletir e contemplar as conseqüências dos venenos mentais, para começamos a obter elementos para lidar com eles. No entanto, o que precisamos realmente é cortar esses venenos. E isso conseguimos fazer através da meditação.
Mas, enquanto não desenvolvermos estas técnicas de contemplação e meditação, precisamos evitar a raiva. Se ainda não tivermos os meios hábeis para lidar com a situação, é melhor correr do que reagir. Ou talvez você deva segurar sua respiração por um instante e esperar a raiva passar. Quando você estiver um pouco mais treinado, talvez não precise correr nem
prender a respiração, e consiga converter a situação negativa em amor e compaixão.
Talvez consiga transformar a raiva, lembrando-se de que todos querem ser felizes, e as pessoas fazem o que fazem porque acham que aquilo trará felicidade. Ao lembrar-se disso, pode cultivar a compaixão e ver que você e aquela pessoa não são diferentes: você já agiu raivosamente antes porque achava que aquilo o faria feliz. E, compassivo pelo fato de que aquela pessoa não sabe das conseqüências que a raiva traz, você converte sua emoção negativa em emoções positivas, como amor e compaixão.
E mais tarde, quando você já estiver ainda mais treinado, poderá não apenas converter o negativo em positivo, mas liberar as emoções negativas em sua própria essência, cuja natureza é a perfeição.
Grandes mestres e praticantes lidam com sua raiva dessa forma. A raiva ocorre, mas ela é livre, assim como as nuvens, que ocorrem mas dançam livres no céu.

Entrevista de Lama Tsering Everest concedida ao site Vya Estelar (www.vyaestelar.com.br)

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O Peixeboi voltou!

Pronto, resolvi voltar a escrever.

Não tem nada a ver com o fim do BBB. O programa acabou hoje, o Rafinha ganhou mas eu não tô nem um pouco empolgado com isso. Resumindo só para terminar o assunto: a edição foi morna mas no final acabou pegando e a Nathalia merecia o oscar de melhor participante de reality show dos ultimos tempos.

Nesse meio tempo aconteceu muita coisa…. eu meio que sumi porque meu trabalho (literalmente) triplicou, eu fiquei sem tempo e com a cabeça cheia demais pra escrever. Mas pensei muito, o tempo todo, em postar principalmente porque o peixeboi marcou presença muito fortemente. Algumas vezes ele esteve muito presente e sua presença chegou a ser tão forte que quase dava para toca-lo. No final da semana passada ele apareceu com sua força toda. Foi um baque enorme na minha vida e acredito que por isso estou aqui e novo. Quero retomar essa luta e de uma vez por todas elimina-lo do meu dia-a-dia.

Vamos retomar as idéias pra quem está pegando o bonde andando. O peixeboi não sou eu. O peixeboi (é assim que eu gosto de escrever) é o ser que eu vejo quando olho no espelho. Aquele ser que não sou eu mas é a forma como ele se mostra pra mim e me faz acreditar que sou. Ele gosta de me ver pra baixo, arrasado e me sentindo a pior das criaturas. Muitas vezes ele consegue isso. A minha luta é justamente essa: impedir que essas vitórias sejam muito frequentes. O saco é que ele é ardiloso e muito safado… percebe quando estou retomando o controle da situação e logo joga uma granada pra acabar com minha segurança. Sua força é inversamente proprocional à minha auto estima. Quando estou péssimo, ele fica feliz da vida…. batendo palminhas igual foca de circo.

Na vespera do feriado ele jogou muito baixo comigo. Mandou uma bomba daquelas… uma besta fera na minha direção… passei alguns dias muito mal mas aos poucos estou retomando o controle da situação. Tonto… não sabia que isso só ia servir para eu ter vontade de retomar essa briga com força total. Deixa ele, coitado…