Mês: maio 2008

Um pouco mais da Parada

Sei que a Parada já é coisa do passado, mas encontrei esse texto e não tinha como não publicar divulgar. É exatamente o que eu penso, acredito e o que eu quis dizer no post anterior. A Yoga, sem duvida nenhuma, é das coisas mais importantes que aconteceram pra mim nos últios tempos e o Blogue do Yogue me alimenta e me mostra que estou certo.

A Parada Gay e o Yoga do Caminho do Coração

Hoje em São Paulo temos o maior evento gay do mundo. Muito justo um evento para acabar com a discriminação entre seres humanos. Como me disse um amigo é o evento do orgulho gay mas é sempre também um momento de reflexão. Na reflexão eu embarco. Convido a todos os gays ou simpatizantes ou não simpatizantes a refletirmos (sempre) sobre a aversão ao outro. Os seres humanos são tribalistas e assim a tendência de achar que a minha tribo é melhor do que a do outro é uma facilidade. Precisaríamos ter uma parada contra toda e qualquer discriminção que mobilizasse toda população do planeta todos os dias do ano e não só a av. Paulista. Cada um de nós precisa ter o cuidado constante de nem em palavras, nem em pensamento, discriminar. Como posso fazer para não alimentar dentro de mim nenhuma discriminação sócio-econômico-étnico-cultural, faltou alguma ? No Bhagavat Gita o Sr. Krishna diz a Arjuna : “Yoga é equanimidade”. Está implícito dizer que pela prática do yoga alcançaremos equanimidade não como uma atitude ou policiamento mental, mas como um estado natural do coração. Paradas e manifestações são importantes desde que concomitantemente cada um fomente em si a tolerância, que é a base da “não-violência”.
Isto tudo é ilustrado na história que uma yogue contemporânea contou há alguns anos atrás … “Certa vez um grande Guru perguntou a seus discípulos como eles poderiam afirmar que a noite havia terminado e o dia nascido.
Um discípulo disse: “quando você vê um animal à distância e consegue distinguir se é uma vaca ou um cavalo, pode estar certo que o dia nasceu”.
“Não” disse o Guru.
Outro discípulo disse: “Quando você olha para uma árvore à distância e consegue distinguir se é uma árvore Nim ou uma Mangueira, então sabe que o Sol já nasceu”.
“Também não é isso”, disse o Guru.
Os discípulos estavam perplexos. Disseram: “Por favor, senhor, qual é a resposta?”
“Você pode ter certeza que o dia nasceu quando você olhar no rosto de qualquer homem e reconhecer nele seu irmão, quando você olhar no rosto de qualquer mulher e ver nela sua irmã. Se você não consegue fazer isso, não importa que hora seja pelo sol, ainda é noite dentro de você”

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Faltam 364 dias para a próxima Parada!

Ontem estive na XII Parada Gay de São Paulo. Foi a minha décima parada. Só não fui a duas ediçoes: a primeira porque na época meu namorado era muito UÓ e não gostava dessas aglomerações.  Também não fui à de 2003 porque estava, literalmente, no fim do mundo. Fui a trabalho para Ushuaia, na Argentina, e não tive como voltar a tempo. Me lembro que na época foi muito sofrido pra mim… eu louco para estar aqui, sabendo das notícias e a coisa mais gay que eu tinha pra ver por perto era um pingüim-rei com penacho na cabeça.

Desde a primeira vez que eu fui muita coisa mudou, mas a sensação que sinto quando chego é a mesma: uma emoção enorme e muito orgulho de estar participando daquilo tudo. Por várias vezes fico com os olhos cheios de lágrimas e sempre repito que, se dependesse de mim, haveria passeata pelo menos umas tres vezes por ano. Troco facilmente o carnaval, reveillon e qualquer outro evento pelo dia da parada. ADORO.

Minha participação é diferente agora… no começo chegava super cedo e ficava até o finalzinho quando terminava na praça da Republica e MUITA coisa aconteia. Lembro de um ano que fez um frio de matar, de outra vez que desci a Consolação inteira, de costa, beijando uma boca. Paquerei o cara na virada da Paulista, ali na frente do Belas Artes, começamos a nos beijar e quando me dei conta, estava na Republica. Teve um ano que encontrei uma aminga minha, a Jaca e acabei enfiando o pé nela… nem sei como cheguei em casa. Agora minha participação é mais tranquila… ontem dei uma passada, encontrei umas amigas e fiquei só dando uma olhada. Quando percebi que a coisa estava começando a complicar, tratei de ir descendo pela Consolação e fui pra casa a pé, presenciando tudo somente como um observador.

É obvio que existem milhões de criticas a fazer e sugestões a serem dadas só que dessa vez o que pensei o tempo todo foi que temos que tomar consciência que o evento é feito pra todo mundo e que se a coisa acontece desse jeito, é porque TEM que ser desse jeito… deixe-me explicar. Ano passado sai muito triste com o estado de degradação das pessoas e do evento. O que restou rpa mim foi a lembrança de pessoas MUITO bebadas, drogadas e caindo pelas tabelas e carros feios, pessoas feias e um enorme tom cinza em tudo. Faltava cor… faltava alegria espontânea… faltava dignidade. O resultado foi que sai de lá já pensando em não ir nesse ano e sabendo que tudo ia ser muito diferente mesmo… tudo ia ser tão grandioso que se acontecesse alguma merda, seria uma merda fenomenal.

Acompanhei desde cedo esse ano muitas pessoas dizendo que não íam porque a parada antrerior havia sido um show de horrores… só tinha gente feia e suja, drags horrorosas e bichinhas quaquás. Donos de dois ou tres blogs disseram claramente que não iríam pq não queria se misturar com “aquilo” tudo. Como disse, num primeiro momento até pensei igual a eles, mas estando lá, sentindo toda aquela energia, fiquei com vergonha de mim mesmo e de todos que agiram dessa forma. Ok… as pessoas não são as mais bonitas e o ambiente não é o mais fino… mas num evento com mais de 3.000.000 de pessoas, como ser diferente? Onde arrumar tanta barbie e bicha pheeeena pra encher a Paulista e Consolação?? Tenho muita preguiça com a postura elitista e igualitária (nazista mesmo) desse pessoal que frequenta The Week e que acha que tudo tem que ser daquele jeito. Não é um evento onde celebramos a diversidade? Não deveríamos todos estar lutando contra o preconceito? Então porque achar que algumas pessoas tem mais direito de estarem alí do que outras? A realidade do mundo gay é muito diferente do que a gente imagina… e se temos de ser orgulhosos do que somos, temos que entender e aceitar todo mundo do jeito que é.

Não vejo a hora que chegue a passeata do ano qu vem. Com certeza estarei lá e com o coração bem mais aberto e feliz por fazer parte daquilo tudo.

Peixeboi ataca!

É assim que eu me into quando o peixeboi ataca… por onde ele passa, destroi tudo. Ontem eu estava no meio da aula de yoga.. todo alongado… olhei pro espelho e quem me aparece? Ele, o desgraçado. Só pra mostrar que ainda está presente na minah vida e que se eu bobear ele toma conta de tudo de novo. Então, vamos lá: concentração…. oooooohhmmm… concentração…. oooooooohhmmmm…. xo, peixeboi… passa daqui… xo peixeboi… oooooohhhhmmmm….

Memories

Não se preocupem.. não vou trair meus princípios e fazer um longo post falando sobre a Barbra Streisand… pra mim ela ainda é uma chata de galochas! A questão é que esse tema (memórias… lembrança… passado vindo à tona) tem sido um assunto muito recorrente nesses últimos dias. Vários fatores desencadearam isso, mas acho que o principal mesmo, o que está pegando de jeito é a proximidade dos 45 anos (mêda)!

Esse tema está tão presente que, mesmo numa conversinha, rápida com o Tony Goes… coisa rápida mesmo, conversinha de área de depoimento no blog dele… eu lembrei de um restaurante, ele disse que conhecia e, se eu não me seguro, a coisa poderia virar um looooongo texto sobre a gastronomia nos anos 80.

Odeio parecer saudosista… odeio ser aqueles chatos que ficam ditando regra na linha “na minha época era bem melhor”… não é isso não. Eu sou bem atualizado (sou aquariano, horas bolas) e acredito que a gente só envelhece quando se fecha para as novidades. A única coisa é que com 45 anos a gente já aculmulou um bocado de material e experiências que, vira e mexe, pulam na nossa cara pra exemplificar uma história ou corrigir uma besteira que alguém diz.

Hoje trabalho com pessoas que nasceram quando eu já havia saido da faculdade e fico muito impresiondo quando me dou conta que já existe toda uma geração que não viveu um montão de coisas que para mim ainda são muito presentes. Tenho estagiários que não conheceram o Cazuza vivo, não sabem quem é Maysa, não assistiram Dancin’ Days e, muito pior ainda, não fazem a mínima idéia de quem seja Heleninha Roitman. E olha que eu não estou falando de pessoas incultas ou desinteressadas… eles apenas nasceram quando isso tudo já não era nem assunto mais pro Tunel do Tempo do Video Show. 

Uma amiga me disse uma vez, e eu nunca me esqueci disso, que um dos maiores dons do ser humano é a capacidade de guardar os acontecimentos, emoções, cheiros, sons e outras informações com que ele se depara durante a vida. É muito bom saber que você tem o que recuperar numa hora de necessidde… tem um banco de dados para te ajudar e também um enorme HD repeleto de boas experiências pra se lembrar e reenergizar quando a coisa não vai bem.

Pra terminar, coisas que eu me orgulho de ter vivido, fazem parte de mim e me tornaram a pessoa que sou hoje: o colégio que estudei no primário “Escola La Fontaine”/ os livros do Monteiro Lobado/ minhas férias no Guarujá/ Vila Sésamo/ Super Dínamo/ Guzula/ A Princesa e o Cavalheiro/ Fantomas/ Os filmes da Sessão da tarde? novelas como Estupido Cupido, Dancin’ Days, vale Tudo e Tieta/ Banana Power/ Rita Lee cantando Lança Perfume/ a moda dos patins/ danceterias/ Radar Tantan/ ET/ show fulgas da Marina que eu vi 4 vezes/ meu primeiro vinil da Madonna/ sanduicheria Salsalito/ Corintho e um montoa de outras coisa que vou parar de falar senão fico com os olhos cheios de lagrimas… não de tristeza, mas de alegri por ter vivido isso tudo!

Dia das Mães

Para todas as mães que conheço… para as que não conheço também… mas, principalmente para a que eu mais conheço, a MINHA, deidico esse texto budista que encontrei e que demonstra a força que todas possuem e que sabem usar como ninguém… mesmo que inconscientemente:

Grito libertador de todas as Mães!

Esta é uma história da tradição cabalista e tem mais 5000 anos.

 

“ Afirmam os rabinos cabalistas que os gritos das parturientes são recolhidos pelo Anjo da Misericórdia e encerrados num cofre todo feito de ouro.

No último dia, quando Satã acusar, no tribunal de Deus, a raça humana, e esta já nada mais tiverem a dizer na própria defesa, o Anjo abrirá o cofre.

Dele sairá então uma voz mais poderosa que todos os clamores do Inferno, e os filhos de Adão serão salvos pela sublime defesa de uma só voz formada pelo grito libertador de todas as mães.”

 

Uma santa yogue indiana diz que a dívida que se tem com a própria mãe não se paga nem nesta vida !

Matrix no quadrado… HAHAHA!

Las tosquices me encantam! No lo sei o que acontece, mas todo que es tosco me atrae. Goste de ver ate aonde lo ser humano pode ir… com este bideo jo inauguro los postes “El Mondo Tosco”. Todo que es toso e jo encontrar, postarei a cá. E claro, la lingua oficiale del mondo tosco es lo portuñol… no existe nada mas tosco do que o portuñol, no es verdad??