Mês: julho 2008

Being Gay

Se voce ainda tem alguma dúvida…se voce ainda no sabe o que fazer da vida… e se voce ainda continua com “aquela” duvida cruel, assista esse comercial e decida-se!

Mas vou ser bem sincero… não preste muita atenção à parte que ele diz que “não custa quase nada”… isso é mentira!

Nocaute

Ontem o peixe boi levou uma surra daquelas! Castiguei mesmo dele… com vontade. Sabe, ele estava merecendo… não aguentava mais ve-lo infernizando minha cabeça e meu dia, desde cedo dando rdens e tentando me convencer de não ir à academia. É impressionante, mas meu segundo ensamento quando eu acordo (o primeiro é “Que saco!”), nos ultimos dias… que dizer, nos últimos 45 anos, empre é “Qual desculpa vou arrumar hoje pra não ir à academia?”. E isso é coisa dele, desse inferno, essa presença constante na minha vida que é esse peixe boi.
Minha vontade é essa agora: retomar minha briga e deixar de me entregar às vontades desse ser que e consome. Quero voltar a frequentar a academia direitinho, fazer tudo como deve ser feito e retomar a conquista de resultados positivos.
É impressionante o efeito que uma foto de dez anos atras pode fazer na vida de uma pessoa.  Recentemente encontrei uma e fiquei passado com o que vi.Sei que não vou conseguir voltar a ser daquele jeito… mas espero conseguir pelo menos retomar um pouco do frescor na expressão e segurança que eu tinha em tirar fotos.
Minha ideia é continuar essa luta: ir sempre à academia e resistir à argumentação do peixe boi. O impressionate  é que basta eu colocar o pé lá dentro pra ele sumir e se dar por vencido. Ontem, o instrutor disse que eu parecia até mais feliz depois de uma hora correndo na esteira. E era verdade! Eu adoro correr na esteira! Garanto que o peixe p boi nem dormiu direito essa noite traçando novas estratégias pra acabar com minha auto estima e minha vontade de correr.

Pais e Filhos

Ok… o assunto do momento, pra mim, é intolerancia. Por alguma razão tenho pensado muito nisso e é o assunto que mais me pega no momento. A razão disso acontecer eu até sei, mas não vem ao caso falar disso aqui. Eu resolvo comigo mesmo…

Tentei evitar falar no assunto Isabeli Homofobica porque acho, sinceramente, uma bobeira. Não vou dar trela pra uma pessoa cujo nome termina em “i”. Mas hoje encontrei esse texto do Sergio Ripardo para a coluna Destaques GLS da UOL que é um tapa na cara da fofa e de todo mundo que adora uma frase feita e não pensar antes de dizer uma asneira . Dêem uma olhada…

Faça as Pazes com seu Filho Gay

SÉRGIO RIPARDO – Editor de Ilustrada da Folha Online

“Em algum lugar, há um filho gay ou lésbica que chora a distância de seu pai e sua mãe. Às vezes, diante da rejeição familiar, um dos caminhos é o exílio. É preciso sobreviver emocionalmente e tentar viabilizar uma identidade sexual sem mentiras nem pressões e, em muitos casos, sem violência.

Gays e lésbicas fogem das cobranças de cumprir o script heterossexual, dos pitis dos pais, da lembrança constante de ser um fracasso em relação às expectativas do clã, das situações de vexame, escárnio e vergonha. Não é fácil ser a “ovelha negra” (ou pink) ou a “lepra” da família (termo banido, mas a sensação é essa).

Para os pais que se arrependem de ter repelido seus rebentos devido à orientação sexual, há sempre a chance de repensar suas posições e buscar a reconquista da confiança de seu filho.

É preciso tentar entendê-lo. Aproxime-se. Faça um mea-culpa na condução desse conflito. Prove que suas atitudes mudaram. Expresse sua aceitação tardia. Livre-se das idéias de um mundo atrasado, ultrapassado e autoritário. Ninguém tem culpa de sentir qualquer tipo de desejo. Reprimir só gera monstros.

Não seja durão. Desprezar um filho que tenta ser autêntico e verdadeiro não é a melhor dívida a se ter na vida. Primeiro, busque informação. Converse com outros pais. Seja humilde. reconheça suas limitações, mas deixe claro seu esforço em ser mais humanista. Drible a insistência no mundo das mensagens subliminares que perpetuam o ódio ao diferente.

Não precisa ser militante nem proclamar aos quatro ventos que seu filho é gay. Não precisa nem participar de uma Parada Gay, embora essa experiência seja importante para se convencer do conceito “diversidade”. Por mais óbvio que seja, não há um único modelo ou embalagem de “ser gay”. No cotidiano, enfrente as dificuldades com seu filho. Não implique com seus namorados nem com a troca de carinho entre eles (ou elas).O parceiro dele pode ser mais velho, pode ser mais efeminado ou masculinizado ou simplesmente um vigarista e aproveitador. Mas não julgue nem interfira explicitamente. Não invada a privacidade dele. Não mexa nas suas coisas procurando provas. Não espione. Não force uma barra. Não o encha de perguntas.

Ao ouvir pela primeira vez seu filho saindo do armário, não surte. Não torne as coisas mais dramáticas nem traumáticas. Não seja abusivo. Não reze. Não chore. Não marque uma consulta médica. Apenas abrace. Apenas beije. Não precisa de palavras. Apenas controle o seu pensamento e as suas ações na busca de respostas para estas questões: como posso manifestar meu apoio de pai ou mãe? Como posso deixar claro que estarei ao seu lado e sempre o defenderei? Como posso evitar magoá-lo emitindo algum sinal inconveniente ou ofensivo? Como posso me tornar superior ao senso comum dos preconceitos? Como posso explicitar o meu respeito a sua individualidade e ao seu direito de ser livre e feliz? “