A Favorita

Vou dar uma de Lola aqui e tentar falar da novela A Favorita da mesma forma que ela escreve sobre cinema em seu blog. Fico passado com a forma deliciosa que ela escreve e como fala dos filmes que assiste com tanta propriedade e originalidade… Aliás, é essa observação original, esse olhar diferenciado, a parte que mais me atraiu no trabalho dela. Eu adoro cinema… sempre, na minha vida toda, assisti todo tipo de filme e acredito que tenho um bom olhar para perceber o que é um bom filme… Mas, se tem uma coisa que entendo mais do que cinema é televisão.  Desde pequeno, assisti MUITA televisão e registrei cada frame visto num banco de dados infinito que mantenho dentro da minha cabeça…

tvTambém trabalho em televisão e, como diz uma amiga minha, colega de profissão, “ assistir TV para nós é hora trabalhada!”… por mais que tente não consigo ficar indiferente a nada que assista, por pior ou mais grandioso que seja! Por isso PRECISO falar um pouco de A Favorita!

Eu, como quase toda torcida do Corinthians, Palmeiras e Flamengo juntos, venho acompanhando tudo desde o começo e não vejo a hora de saber o que vai acontecer no último capitulo que vai ao ar na sexta feira. Tem muita coisa para acontecer!  Ai meu paizinho… será que vai dar tempo de tudo ser resolvido? Será que mais uma vez ficaremos com aquela sensação de “poderia ter sido melhor”? Espero que não pois seria muito injusto ver uma obra tão diferenciada morrer na praia. Fui pego logo de cara. ADOREI o elenco. AMO a Patrícia Pillar e sempre acabei curtindo a Claudia Raia em quase tudo que ela fez. Bem, do Tarcisio Meira, da Gloria Menezes e do Mauro MENDONÇA nem preciso falar nada, não é? L-U-X-O. A trama é fantástica. No começo achei muito semelhante a Dancin’ Days. Semelhante, não.. identica: uma mulher sai do presídio e tenta recuperar o amor da filha que estava sendo criada por outra pessoa, no caso, sua irmã; mas logo vi que não passava de uma “mera coincidência”. O engraçado é que nos anos 90 eu adorava “brincar” de formar o elenco de Dancin’ Days II e meu sonho era colocar a Patricia Pillar fazendo o papel de Julia Matos, a moça que sai do presídio. JURO que eu pensava nisso… O grande lance do João Emanuel foi justamente surpreender o povo com reviravoltas a todo o momento. Tanto é verdade isso que a novela só engrenou mesmo quando foi revelado que ao contrário do que todos pensavam, a verdadeira monstra era a Flora e não a Donatella. Recentemente houve uma cena que achei muito sugestiva e que, na verdade era um recadinho pra todo mundo… Flora conversando com Dona Irene Anta no dia da revelação #348: “ A senhora foi uma tonta.. caiu diretinho como uma pata… acreditou em mim só porque sou bonitinha, loira e tenho olho claro… bastou ouvir meu jeito doce de falar para acreditar que eu era uma santinha…” Se a carapuça lhe serviu pode vestir, ok? E que personagem é o Silveirinha? Acredito ser algo totalmente original na estrutura de uma obra dramatúrgica… um “vilão paralelo”. Penso assim porque ele tem uma importância na trama tão forte quanto a do principal antagonista. A Flora é o centro de tudo, mas o Silveirinha também tem o papel dele. Agiu por conta própria e tem suas próprias razões pra odiar e querer se vingar da Donatella. Outro ponto que acho incrível é que esses motivos acabam se coincidindo com os da Flora e por isso, naturalmente e sem combinações os dois se juntaram numa mesma missão. A dele era menos complexa, concordo, não envolvia questões financeiras, mas teve grande destaque no desenrolar da trama toda. BRILHANTES, tanto a idéia quanto a interpretação do fantástico Ary Fontoura. Eu penso que se essa novela tivesse sido escrita por um João Emanuel Carneiro um pouco mais experiente, A Favorita talvez pudesse ter ficado no mesmo patamar de Vale Tudo, Dancin Days ou alguma das antigas novelas da Janete Clair… aquelas que sempre lembramos, comentamos e morremos de saudades!

UPDATE: Acabou! Pronto.. chegou ao final. Segunda feira, vida normal. Sem pressa na academia, sem necessidade de parar tudo e, quem sabe, até poder ficar no quarto lendo ou ouvindo musica. Gloria Perez não me interessa muito… bem, sempre falo isso mas acabo assistindo.

Voltando à Favorita… curti o último capítulo. Vou sentir saudades de quase tudo. Acho que só da MAria do Céu que não. Eita coisa mais fora de lugar, não acham? Eu penso que o autor foi meio obrigado a criar um personagem para a Deborah Secco e deu no que deu… sei lá qual o motvo, mas é a única explicação que encontrei. Fiquei com lágrima nos olhos várias vezes… por exemplo, a Catarina explicando para o Vaderlei porque não iria casar.. Já passei por isso e no momento entendo perfeitamente a vontade dela.

A Flora presa, então, fechou com chave de ouro. ADOREI. Melhor do que morrer. Ia ser muito cruel com a Lara carregar pelo rest da vida as últimas palavras da Flora, mesmo sabendo que tinha de fazer aquilo. ..

Bem, vamos lá, né… tocar a vida e esperar pela próxima novela que vai deixar todomundo maluquinho acompanhando cada cena, comentando e tentando adivinhar o que vai acontecer…

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7 comentários

  1. Também adorei esta novela, desde o início. Ela trouxe a linguagem cinematográfica para a tv, se assemelhando aos bons clássicos de suspense a que já assistimos no cinema.
    Uma maneira vertiginosa de contar a trama com bastante movimentação, reviravoltas e personagens que já estão inscritos na história da telenovela brasileira. Patrícia Pillar foi primorosa, uma vilã divertida e irônica, como nunca houve na tv brasileira. Compartilho sua opinião.
    Bjs.

  2. Confesso que não posso comentar muito sobre a novela, pois não acompanhei – parte fruto da minha resolução de ano novo passada que restringia novelas do meu cardápio televisivo – esse ano já rompi com a restrição, por que não quero perder Caminhos das Índias de maneira alguma!- mas, assisti alguns capítulos e realmente, não há como negar que Patricia Pilar criou mais uma vilã para entrar na história das novelas. A Flora quase deixa a Odete no chinelo, pelo menos no quesito maldades!

  3. Ah, eu não vi nadinha dessa novela. Mas só pelo lance da mulher que apanha do marido e vai morrer na rua da amargura (é isso, né? Enquanto o amante se sai bem?) já considero a novela um desserviço.
    Obrigada pela parte que me toca, Pabs. É muito elogio pra uma manhã só!

  4. querido!!! fazia tempo que lia seu blog… então esse comentário fica com gosto de pão amanhecido, mas preciso falar. Sou noveleira assumida, vc sabe. AMOOOOOOOOO. E a favorita foi muito boa…. concordo contigo, mas a última cena com beijinho doce…. I’m so sorry
    bjs

  5. Felicíssimo Aniversário!!!!!!!!!

    Paulozinho Belezinho,

    desejo que os dias felizes sejam muuuito longos! e que os tristes nao venham nunca!!!!

    eu queria tannnnnto ser uma chacrete no seu clube do chacrinha! hehe… mistura de bolinha com chacrinha!

    uma beijocaaaaaaaaaaaaa

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