Budismo

Tara Verde

Há exatos quatro anos eu tive meu primeiro contato com a Tara Verde. Gostei logo de cara e senti todo sua força e poder com a maior facilidade. Desde então, entre indas e vindas essa “reza” tem sido constante na minha vida. Nessa mesma época, no ano passado, consegui um cd com quatro versões maravilhosas da prece e quase que imediatamente ela mudou minha vida. Prefiro não ser explicito contando o que me aconteceu, mas posso garantir que minha vida profissional e amorosa deu um grande salto em termos de segurança. 

Todo dia quando acordo uma das primeiras coisas que faço é colocar meu cd pra ouvir enquanto me arrumo, e vou fazendo minhas coisas com a cabeça limpa e o coração aberto, recebendo toda forte energia que essa canção prece emana. Me sinto mais forte e preparado para o dia que se inicia.

Pois bem… pesquisei e acabei encontrando essa explicação detalhada sobre a força da Tara Verde. Vejam só:

 

TARA VERDE

(Sânscrito: Syamatara; Tibetano: Sgrol-ljang)

A Tara Verde é representada sentada sobre uma flor de lótus emergindo de um lago, tal como se diz que ela emergiu das lágrimas de Avalokiteshvara. Sua cor como seu nome indica que é verde. Sua mão direita faz o “mudra de dar”, indicando sua habilidade para dar a todos os seres o que necessitam, enquanto sua mão esquerda colocada em seu coração faz o “mudra de dar refúgio”. Em cada mão sustêm o talo de uma flor de lótus com uma flor aberta e dois botões que indicam o alcance de sua atividade no passado, no presente e no futuro.

Veste roupas reais, multicoloridas e uma blusa ornamentada com jóias. Na cabeça há uma tiara com jóias e um rubi ao centro que simboliza a Amitabha, seu pai espiritual da família búdica do lótus. A perna esquerda encolhida sobre o lótus indica sua renúncia as paixões mundanas, a perna direita estendida y saindo da flor, indica sua presteza para acudir e ajudar todos os seres.

A Tara Verde encarnou como Nepali, esposa do rei tibetano Srong-brtsan-sgam-po. No Budismo a cor verde está associada com atividade e realização.

A Tara Verde deve ser invocada para remover obstáculos, para proteção e em situações de medo.

INVOCAÇÃO:

Para invocar a força da Tara Verde, concentre-se na questão e peça clareza à divindade. Visualize Tara como uma forte luz verde-esmeralda a sua frente, enquanto recita ou canta o mantra:

Concentre-se no pedido, visualize a luz verde a sua frente se intensificando e penetrando no topo de sua cabeça. Enquanto ela entra em seu corpo, purifica suas dúvidas e medos. Quando se sentir calmo e seguro, veja a luz verde descer, passando pela garganta até fundir-se com seu coração. Permaneça nesse estado o tempo que puder, cultive o sentimento de confiança de que sua meditação foi realizada com sucesso e seu pedido será atendido ou o problema solucionado. Para finalizar, dedique essa energia a todos os que necessitam da positividade que você acumulou fazendoa meditação.

O SIGNIFICADO DO MANTRA:

OM: O sagrado corpo, palavra e mente dos Budas.

TARE: Palavra que liberta de apegos e sofrimentos temporais e dos três reinos inferiores.

TUTTARE: Palavra que liberta de apegos e sofrimentos do samsara e dos três reinos inferiores.

TURE: Palavra que liberta dos obscurecimentos sutis, apegos a paz pessoal e do pensamento da felicidade perfeita individual.

SOHA: Possam essas bênçãos chegar ao coração e a mente.

Dia das Mães

Para todas as mães que conheço… para as que não conheço também… mas, principalmente para a que eu mais conheço, a MINHA, deidico esse texto budista que encontrei e que demonstra a força que todas possuem e que sabem usar como ninguém… mesmo que inconscientemente:

Grito libertador de todas as Mães!

Esta é uma história da tradição cabalista e tem mais 5000 anos.

 

“ Afirmam os rabinos cabalistas que os gritos das parturientes são recolhidos pelo Anjo da Misericórdia e encerrados num cofre todo feito de ouro.

No último dia, quando Satã acusar, no tribunal de Deus, a raça humana, e esta já nada mais tiverem a dizer na própria defesa, o Anjo abrirá o cofre.

Dele sairá então uma voz mais poderosa que todos os clamores do Inferno, e os filhos de Adão serão salvos pela sublime defesa de uma só voz formada pelo grito libertador de todas as mães.”

 

Uma santa yogue indiana diz que a dívida que se tem com a própria mãe não se paga nem nesta vida !

Venenos da Mente

Tempos atrás encontrei essa entrevista que tem me ajudado muito.  Vira e mexe eu volto ao site para reler e tentar assimilar mais uma vez esses ensinamentos.  Até já publiquei um trecho aqui… mas agora resolvi colocar a parte principal porque tem muito do momento que estou vivendo. Graças a Deus que eu sou uma pessoa sensível e aberta para aprender tudo que me é ensinado.

Vya Estelar – O que são e quais são os venenos da mente?
Lama Tsering –
Os venenos da mente são divididos em três categorias principais. A primeira é o apego ou desejo, que inclui o ficar preso física ou mentalmente a pessoas, objetos e fenômenos. A segunda é a raiva, que significa rejeitar, não querer, afastar algo de você. O terceiro é a ignorância, que significa não ter uma noção clara da vida, não compreender a natureza verdadeira das coisas.
Estes venenos agem de maneira interdependente. O que ocorre é que, quando não temos uma visão real da vida, acabamos criando desejos e apegos. E quando não conseguimos o que queremos, criamos aversão e ficamos com raiva.
Os venenos da mente agem como toxinas, criando energias mentais negativas.
Estas energias são expressas em nossas ações, palavras e pensamentos, causando um
sofrimento cíclico, em cadeia, que se repete infinitamente.

Vya Estelar – Existem 84.000 venenos na mente?
Lama Tsering – Sim. Eles são uma combinação dos três venenos principais, sendo que podemos adicionar a eles o orgulho e a inveja. Estas combinações vão ficando cada vez mais sofisticadas e representam as diferentes formas errôneas com que nossa mente pode atuar.

Vya Estelar – A raiva seria o principal veneno da mente?
Lama Tsering –
A raiva é o veneno mais grosseiro e o que traz as conseqüências mais terríveis, cruas e diretas. O desejo é mais sutil e, em nossa sociedade atual, é até mesmo considerado uma coisa boa, apesar de trazer tanto sofrimento. Mas o veneno fundamental, realmente, é a ignorância, é o não reconhecimento da natureza verdadeira dos fenômenos. Não podemos dizer que a ignorância seja o pior veneno, mas ele é o primeiro, o que dá origem a todos os outros.

Vya Estelar – Como fazer para eliminar a raiva ou domá-la?
Lama Tsering –
Há várias formas para começar a lidar com nossos venenos mentais. A primeira coisa a ser feita é reeducar-nos, no sentido de identificar os venenos em nossa própria mente, suas conseqüências e o que podemos esperar deles. Parece óbvio dizer que temos que nos reeducar, mas não é. Por exemplo, achamos que é OK ficar com raiva quando alguém faz algo errado conosco, nos fere, é injusto. E não é OK. A raiva é um veneno mental e produz experiências dolorosas para quem a sente, não importando se o motivo que a tenha criado seja “aparentemente justificável”.
Você tem que ser educado para saber que não deve tomar veneno de rato, por exemplo. Se você entender isso, vai saber que, se tomar veneno de rato, ainda que o gosto seja doce, sofrerá um dano imenso.

Vya Estelar – Há um senso comum entre as pessoas de que devemos expressar nossa raiva, “pôr para fora”. O Budismo acredita nisso de alguma forma?
Lama Tsering – Não, o Budismo não acredita nisso, porque os venenos da mente agem como um bumerangue. Se você atirar sua raiva adiante, o que você vai receber de volta é mais raiva. Nós não compreendemos que nossas ações, palavras e pensamentos são como bumerangues, e não como uma bola, que jogamos em direção a alguém e lá ela fica. O bumerangue é atirado adiante e ele volta. Quando não entendemos essa regra básica, nos tornamos nossas próprias vítimas e, feridos e ignorantes, jogamos o bumerangue de volta, causando sofrimento atrás de sofrimento.
O Senhor Buda ensinou que é importante termos paciência, mesmo quando momentos difíceis acontecem, porque estes momentos são resultado de bumerangues lançados por nós mesmos, anteriormente. Se um bumerangue estiver voltando, aceite-o, tenha paciência, deixe que ele caia. Não atire mais três ou quatro de volta, porque eles também vão voltar.

Vya Estelar – É melhor “engolir” a raiva?
Lama Tsering – Melhor engolir do que cuspir de volta. Mas engolir também não ajuda. Por isso, precisamos nos reeducar. Temos que refletir e contemplar as conseqüências dos venenos mentais, para começamos a obter elementos para lidar com eles. No entanto, o que precisamos realmente é cortar esses venenos. E isso conseguimos fazer através da meditação.
Mas, enquanto não desenvolvermos estas técnicas de contemplação e meditação, precisamos evitar a raiva. Se ainda não tivermos os meios hábeis para lidar com a situação, é melhor correr do que reagir. Ou talvez você deva segurar sua respiração por um instante e esperar a raiva passar. Quando você estiver um pouco mais treinado, talvez não precise correr nem
prender a respiração, e consiga converter a situação negativa em amor e compaixão.
Talvez consiga transformar a raiva, lembrando-se de que todos querem ser felizes, e as pessoas fazem o que fazem porque acham que aquilo trará felicidade. Ao lembrar-se disso, pode cultivar a compaixão e ver que você e aquela pessoa não são diferentes: você já agiu raivosamente antes porque achava que aquilo o faria feliz. E, compassivo pelo fato de que aquela pessoa não sabe das conseqüências que a raiva traz, você converte sua emoção negativa em emoções positivas, como amor e compaixão.
E mais tarde, quando você já estiver ainda mais treinado, poderá não apenas converter o negativo em positivo, mas liberar as emoções negativas em sua própria essência, cuja natureza é a perfeição.
Grandes mestres e praticantes lidam com sua raiva dessa forma. A raiva ocorre, mas ela é livre, assim como as nuvens, que ocorrem mas dançam livres no céu.

Entrevista de Lama Tsering Everest concedida ao site Vya Estelar (www.vyaestelar.com.br)

100 Recomendações para a Vida

 São 100, mas vou colocar apenas trinta aqui. As outras 70 você encontra aqui.

  • Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.

  • Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.

  • Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.

  • Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.

  • Importe-se apenas com o que é certo ou errado; não se fixe em perdas e ganhos.

  • Deixe de lado pensamentos egoístas e dedique-se à justiça, à verdade e ao bem comum.

  • Não bata de frente com as coisas — aprenda a arte de ser sutil.

  • Desenvolva autoconfiança, expectativas em relação a si mesmo e metas pessoais.

  • Procure ouvir boas palavras e jamais esqueça o que elas significam.

  • Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.

  • Não se apegue ao passado. Olhe sempre adiante.

  • Desenvolva compreensão e visão corretas. Não se deixe levar cegamente pelos outros.

  • Não faça intrigas nem espalhe rumores. Não se deixe influenciar por eles.

  • Aprenda a desenvolver sua mente, reformar seu caráter, recuar e dar guinadas em na vida.

  • Pense no bom e belo ao invés de pensar no que é triste e penoso.

  • Conquiste ao menos três tipos de habilitação ao longo da vida, como, por exemplo, para guiar automóveis, cozinhar, digitar, cuidar de enfermos, exercer a medicina, o magistério, o direito, a arquitetura etc.

  • Aprenda a articular bem a fala e a escrita. Aprenda a ouvir, a apreciar, a pensar, a cantar, a pintar e a desenvolver habilidades. Quanto mais se aprende, melhor. Aprenda, ao menos, metade disso tudo.

  • Leia ao menos um jornal por dia, para se manter em dia com o mundo.

  • Leia pelo menos dois livros por mês.

  • Ao menos uma vez por mês, pratique o vegetarianismo, para nutrir seu coração de compaixão.

  • Ajude os outros e faça o bem sem esperar nada em troca.

  • Compartilhe sua alegria e compaixão com os demais.

  • Aprecie a vida, cuide dela e não a maltrate jamais.

  • Não fique sempre pedindo ajuda aos outros. Busque ajuda dentro de si mesmo.

  • A mente otimista é contemplada com um futuro brilhante.

  • Olhe para si mesmo antes de acusar os outros. Somente uma avaliação honesta de seus méritos e de méritos lhe dá o direito de julgar os demais.

  • Cumpra suas promessas.

  • Dê um toque de serenidade a tudo o que você fizer na vida.

  • Só a humildade gera o bem. A arrogância não traz nada mais que desvantagem.

  • Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. Ter consideração pelos outros significa cuidar e amar a si próprio.

Grande Mestre Hsing Yün