cinema

Woody Allen de novo!

Eu adoro filmes do Woddy Aleen. Principalmente os antigos. Marcaram minha vida, posso dizer isso com muita certeza. Rosa Purpura do Cairo, Manhattan, Radio Days, Zelig e tantos outros chego a considerar que são verdadeiras obras primas. Um desses meus preferidos é o Hannah e suas Irmãs. Adoro o clima descontraído, as históras paralelas e a interpretações magistrais. Tudo perfeito. Mas a pouco acabei de me tocar que existe algo a mais nesse filme que eu não me lembrava. Como alguns sabem, além de músicas, tenho baixado filmes também e, recentemente, decidi que queria ter esses filmes que são tão importantes pra mim. O primeiro que completei foi exatamente esse, Hannah e suas Irmãs.

Eu estava acertando as legendas, dando uma passada nas cenas e me lembrando da história aos poucos quando me oquei que tudo ainda estava muito claro e presente, como se tivesse visto o filme na semana passada e não em 1986, na época do lançamento (essas coisas é que mostram que um filme é um verdadeiro clássico, não?)… aí me deparei com a minha cena preferida. O personagem de Woody, um neurótico, hipocondríaco que vivia em crise com medo de morrer (tipico, não) descobre o sentido da vida ao assistir, sem querer um filme dos irmãos Marx. Veja a cena e em destaque abaixo o texto da cena mais importante pra mim:

Entrei num cinema.Nem sabia qual era o filme.

Precisava de um tempo para pensar botar o mundo numa perspectiva racional.

Subi para o balcão e me sentei.

Já tinha assistido àquele filme várias vezes desde a infância e sempre adorava.

Comecei a prestar atenção e a me envolver.

Daí, comecei a me tocar de umas coisas…

“Como pude pensar em se matar? Que estupidez! Veja essas pessoas na tela… São engraçadas! 

E se o “pior” for verdade?

Deus não existe? E só se vive uma vez?

Não quer viver essa experiência?

Não é tão chato assim!”

Pensei que deveria parar de procurar respostas que nunca encontraria e curtir a vida enquanto durasse.

E o depois? Quem sabe? Talvez exista algo.Ninguém sabe.

“Talvez” é um fio muito fino para nos apoiarmos mas é o que temos.

Então, relaxei e comecei a curtir o momento.

Agora percebi e sei como MUITO do que aprendi e do que eu sou hoje é um resultado de tudo li nos livros, assisti nos filmes e aproveitei das músicas que apreciei até hoje. Tudo ficou registrado e me alimentou com informações e esclarecimentos para minhas dúvidas e quesões. É claro que esse filme provocou o mesmo resultado em mim tal qual aconteceu com o personagem… Na época que assisti sai do cinema mais feliz e hoje sou uma pessoa mais leve e pronta pra curtir a vida a cada dia. Obrigado Woody!