Yoga

Um pouco mais da Parada

Sei que a Parada já é coisa do passado, mas encontrei esse texto e não tinha como não publicar divulgar. É exatamente o que eu penso, acredito e o que eu quis dizer no post anterior. A Yoga, sem duvida nenhuma, é das coisas mais importantes que aconteceram pra mim nos últios tempos e o Blogue do Yogue me alimenta e me mostra que estou certo.

A Parada Gay e o Yoga do Caminho do Coração

Hoje em São Paulo temos o maior evento gay do mundo. Muito justo um evento para acabar com a discriminação entre seres humanos. Como me disse um amigo é o evento do orgulho gay mas é sempre também um momento de reflexão. Na reflexão eu embarco. Convido a todos os gays ou simpatizantes ou não simpatizantes a refletirmos (sempre) sobre a aversão ao outro. Os seres humanos são tribalistas e assim a tendência de achar que a minha tribo é melhor do que a do outro é uma facilidade. Precisaríamos ter uma parada contra toda e qualquer discriminção que mobilizasse toda população do planeta todos os dias do ano e não só a av. Paulista. Cada um de nós precisa ter o cuidado constante de nem em palavras, nem em pensamento, discriminar. Como posso fazer para não alimentar dentro de mim nenhuma discriminação sócio-econômico-étnico-cultural, faltou alguma ? No Bhagavat Gita o Sr. Krishna diz a Arjuna : “Yoga é equanimidade”. Está implícito dizer que pela prática do yoga alcançaremos equanimidade não como uma atitude ou policiamento mental, mas como um estado natural do coração. Paradas e manifestações são importantes desde que concomitantemente cada um fomente em si a tolerância, que é a base da “não-violência”.
Isto tudo é ilustrado na história que uma yogue contemporânea contou há alguns anos atrás … “Certa vez um grande Guru perguntou a seus discípulos como eles poderiam afirmar que a noite havia terminado e o dia nascido.
Um discípulo disse: “quando você vê um animal à distância e consegue distinguir se é uma vaca ou um cavalo, pode estar certo que o dia nasceu”.
“Não” disse o Guru.
Outro discípulo disse: “Quando você olha para uma árvore à distância e consegue distinguir se é uma árvore Nim ou uma Mangueira, então sabe que o Sol já nasceu”.
“Também não é isso”, disse o Guru.
Os discípulos estavam perplexos. Disseram: “Por favor, senhor, qual é a resposta?”
“Você pode ter certeza que o dia nasceu quando você olhar no rosto de qualquer homem e reconhecer nele seu irmão, quando você olhar no rosto de qualquer mulher e ver nela sua irmã. Se você não consegue fazer isso, não importa que hora seja pelo sol, ainda é noite dentro de você”