De Cara Nova

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Peixei Boi de cara nova. Mudei tudo. Não precisava, eu sei, mas foi uma forma que arrumei para finalmente conseguir mexer no blog. PRECISO voltar a escrever. Preciso treinar, praticar, experimentar e essa é a melhor forma. Tudo vai ser diferente agora… mas a ideia do Peixe Boi continua. Ele está mais forte e presente na minha vida do que jamais esteve. Vamos ver o que vem por ai.

Voltei

Preciso escrever. Preciso desabafar. Preciso pensar. Então deixa eu chamar o peixe boi! Saudades. Saudade de um tempo que eu era mais leve e esperançoso. Não estou péssimo e arrasado não. Só acho que perdi o filtro cor de rosa que todos carregamos até determinado momento da vida.

Esse blog fez parte da minha vida. Ainda faz, porque volta e meia eu lembro de um texto e volto aqui pra dar uma olhada. Agora mesmo, lembrei de um post que fiz falando sobre Impermanência e voltei para procura-lo. Senti saudades. Por isso estou aqui escrevendo de novo. Capaz até de eu voltar… só preciso arrumar os temas e a coragem.

Vamos lá…

… tomar vergonha na cara, nãe é?

Mais de um ano sem escrever uma linha sequer. Mais de um ano se aprovar comentários. Abandonei o blog mas não esqueci.

Muita coisa aconteceu. Muita. Muita coisa mudou e eu perdi a vontade de escrever aqui. Nada “pessoal”… talvez só preguiça mesmo. Dá muito trabalho entrar aqui, fazer login, esperar abrir, escrever, corrigir… por isso usi cada vez mais o Facebook mesmo. É mais rápido e direto.

Mas eu tenho tido vontade de escrever.. tenho pensado temas, assuntos e em até uma forma de reativar esse blog e deixa-lo mais interessante. Quem sabe eu consiga me aninar…

De Volta aos trabalhos….

Bem, vamos lá, né? Nesse loooongo tempo de ausência muita coisa aconteceu. Por isso meu sumiço.  Trabalho em excesso, separação, vida nova, amigo voltando de longe, passeios, passeios, passeios… e o cabeção muito cheio de idéias para conseguir concentração suficiente para por tudo no papel… ou na tela, sei lá.

Sim, me separei. Em fevereiro meu namoro de três anos chegou ao fim. O engraçado é que não foi sofrido nem dolorido…  apenas acabou. Eu estava vendo televisão com ele, conversando sobre amenidades e quando me dei conta estava no elevador com minhas malas e voltando pra casa dos meus pais. Sei que já havia comentado sobre isso aqui memso, na época do meu niver, mas quero falar de novo só para limpar de uma vez por todas essa história. Agora estou naquela fase difícil, que a gente meio que se deu conta que acabou mesmo e ficamos cercando um ao outro tentando arrumar uma forma, não de voltar, mas de continuar “em contato”, marcando território. É a fase mais chata. Mesmo namorando ele faz questão de me ligar sempre pra acertar algum detalhe pendente e, sem querer, contar alguma novidade. O maior problema do ser humano, a meu ver, é a necessidade de sempre ter de se sentir por cima (de um lado) e de se sentir por baixo (do outro), não necessariamente nessa ordem. É um tal de um tentar machucar o outro e do outro procurar motivo pra se sentir machucado o tempo todo. Mas eu já estou saindo dessa etapa, eu acho, e sei que logo estarei numa outra encrenca de novo.

Eu tenho uma teoria de que só esquecemos o EX quando arrumamos outro EX para por no lugar. A vida, na verdade, é resumida numa longa série de EXesses (?) que passam por nossa vida. Outro dia coloquei no Facebook: “preciso conhecer alguém, pra pedir em namoro, ficar junto uns três dias, arrumar um motivo para brigar, terminar o namoro e assim me livrar do EX atual”… coitado, ele nem é tão ruim assim… eu gosto muito dele… mas só que é ex e eu quero que essa fila ande.

Mas o melhor de tudo, o que me aconteceu de mais legal e o que tem preenchido minha vida nas últimas duas semanas é minha nova casa. Aluguem um apê tuuuudo de bom e estou, há exatamente uma semana, morando no Largo do Arouche. Uma coisa Sai de Baixo. Estou muito feliz e a sensação de.. não de liberdade, porque isso é óbvio… mas de TROCA TOTAL de rotina, é maravilhosa. Novas paredes, nova janela, nova vista, novo lado da cama pra acordar, novo chuveiro, novos horários, novo caminho pro trabalho e, mais do que tudo, novo lugar pra voltar depois do trabalho.. tudo isso faz meu dia passar mais rápido, ser mais colorido e especial. To amando isso tudo! Olhem só essa sala!

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PIRIRI

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Por que toda vez que a gente está preso no elevador, dento de um ônibus ou numa casa chiquérrima o piriri resolve aparecer? Parece de propósito. Basta você não ter um banheiro à mão para coisa ficar feia e  não conseguir resolver devidamente essa necessidade tão básica. Pois foi só eu chegar nessa fila do caixa eletrônico para começar a sentir “o gato arranhando a porta”.

Começou devagar, quase que como um simples vontadezinha de soltar um punzinho, mas basta você não dar o devido valor a essa vontade para ela começar a se fazer cada vez mais presente. Até parece que ela faz de propósito.. algo como “Ah, é? Não vai dar bola para mim? Então você vai ver só quem é que manda aqui!”…

Deve ter sido algum maldição que o criador fez quando inventou o ser humano.: “Vocês podem fazer o que quiser da vida… criar, inventar, matar, construir e destruir… mas não terão controle algum sobre o que sai de vocês… e quanto mais vocês quiserem segurar, mais desesperados vão ficar por perceber que não possuem controle algum…”

Eu até que ia indo bem agora, mas foi só me dar conta que estou numa situação que não posso resolver, para o tal gatinho começar a ficar ainda mais desesperado querendo sair. Agora estou aqui, faltando três pessoas para chegar minha vez de puxar o saldo e fazer um saque de dinheiro, começando a ficar incomodado com essa vontade que só faz ficar cada vez maior.

“Nossa, hoje tá dificil mesmo, não é? Essa fila não anda nem por decreto? Será que aquela senhora que está a 45 minutos tentando lembrar sua senha precisa de alguma ajuda?”

Velha dos infernos… se não sabe a senha, por que pôs dinheiro no banco?? E se colocou, porque não escrever essa &%$%¨$#@$¨ dessa senha num papelzinho dentro da bolsinha de moedas? Ok, ok.. sei que é perigoso, mas se ela tivesse feito isso, eu já teria sacado meu dinheirinho e já tinha ido embora.

O problema todo só complica ainda mais porque se eu sair daqui agora, vou perder todo tempo que to parado aqui e se voltar mais tarde vou ter que fazer a mesma coisa… ai meus sais… a coisa está ficando difícil… o que FAAAAAAAAAÇO!!!!!

A primeira gota de suor frio já está correndo pela testa… será que eu já estou com aquele tom verde desespero que entrega todo mundo que sente-se apertado?? Já sei.. vou soltar um botão da calça… quem sabe se não tiver nada apertando, a vontade diminui…

“Olha, que bom, a senhora acabou conseguindo checar o saldo dela e já esta indo embora… e antes de mim, só tem esse ofice-boy na minha frente…”

O problema é que ele trouxe OITO cartões dos colegas de trabalho para sacar grana para todos eles… AI CARAMBA… O QUE FAÇO… VAILOGOVAILOGO…

“Ah… hum.. nada.. nada.. eu to bem… esse cheiro? Não faço ideia…”

Claro que eu sei de onde vem esse cheiro de gambá morto… fui eu quem soltei um pum!!! E isso aconteceu graças a você seu Ofice boy lerdo e lesado. Se você não tivesse chegado antes de mim, nada disso teria acontecido.. e pode ir rápido por que se você continuar parecendo e uma tartaruga chapada, a coisa vai ficar bem pior…

AI MEUS DEUSES, GUIAS, SANTOS PROTETORES, ORIXAS E ANJO DA GUARDA… peço ajuda a cada um de vocês.. não sei por que isso acontece mas eu sou assim… é só não poder ir ao banheiro pra ficar nesse estado.. não tenho culpa, é mais forte do que eu.. lembra daquela vez quando o metrô ficou mais de meia hora parado dentro de um túnel??? Pois se vocês lembram muito bem, porque eu prefiro esquecer.

“Ai que bom, chegou minha vez… o que? Faltou uma coisa?? Tudo bem eu espero mais um pouco…”

Espero coisa nenhuma! Sai para lá seu letárgico do inferno!!! Ai meu pai.. ai meu pai.. vai.. Leia  esse cartão.. Como assim? Que “problema de leitura” é esse? Pode ir lendo isso porque se você não ler a coisa vai ficar feia aqui… AIAIAIAIAIAIAIAIAIAI..  que numero de indentificação é esse… ah, sim, o cartãozinho com aquele monte de numero… AIAIAIAIAIAIAIAIAIAIA.. vai logo! Foi!.. ok, o saldo é esse… vamos lá.. quero sacar agora… AIAIAIAIAIAIAIAIAI… que numero de identificação é esse? Ah, de novo aquele cartão… onde pus mesmo… AIAAIAIAIAIAIAIAI SAIDINHEIRO NÃOPRECISACONTAR, SAI LOOGO!

“Nossa, que bom o dinheiro saiu… Foi tão rápido, não? Bem, deixe-me ir embora…!”

Saiu! Saiu!! O dinheiro.. NÃO! Não é o que vocês estão pensando não… saia da minha frente, dá licença… SAAAAI! BANHEIROBANHEIRO.. ONDE TEM UM BANHEIRO!

Achei! Mac Donalds sempre tem banheiro… deixa eu entrar!! Quanto mais perto eu chego do banheiro, mas na pontinha fica.. mais o gato arranha a porta…. to ficando desesperado.. acho que não vai dar nem tempo de desabotoar a calça… ENTREI! E agora… Eu… ué? Passou a vontade??? Passou! Que coisa.. se eus estivesse no caixa aposto que já tinha me borrado todo! Mas como sai e cheguei ao banheiro a vontade foi-se embora. Bem, já que tudo acalmou, acho que vou pegar o ônibus… mesmo lotado e levando três horas pra chegar em casa acho que vai dar tudo certo… afinal, porque haveria dessa dor de barriga tola voltar a aparecer, não é não?

OBS: Esse texto nasceu sobre FORTE inspiração no trabalho de uma autora que adoro, Dorothy Parker. Sei que não chega aos pés, mas como ele chegou assim, prontinho na minha cabeça ,quando estava na fila do caixa eletrônico, achei que tinha que coloca-lo pra fora (sem traocadilhos de mal gosto, não me entedam errado).